Tradições e inovações marcam o período de festa junina

Por Augusto Albertini

A época das festas juninas se aproxima e muitos bufês estão aproveitando essa época do ano para fazer as tradicionais comidas servidas nas quermesses. Em Belo Horizonte, a Casa do Chef, que trabalha com os preparos de comida em eventos, está desde o início do mês de maio produzindo os doces, caldos, bebidas e outros alimentos característicos dos arraiais.

A Casa do Chef trabalha com festas desde 2014. Além da qualidade, o bufê se destaca pela parte criativa, sempre com inovações. Os cardápios variam de acordo com o tipo de festa encomendado pelo cliente, no entanto, o meses próximos à festa junina marcam um período em que todos pedem uma mesa farta de comidas típicas do evento.

Para a ocasião, a casa elaborou iguarias como: o curau brulée, o palitinho mineiro (espetinho de mandioca frita, linguiça artesanal e pimenta biquinho), broa de fubá com doce de leite e goiabada. Também foram preparadas comidas de diversas regiões do país, como o amendoim cri-cri (amendoim com cobertura de açúcar), que é típico da região sul do Brasil; o mané pelado (bolo de mandioca ralada), muito popular em Goiás e Mato Grosso; paçoca de carne seca e baião-de-dois, de origem nordestina, e a mandioca cozida com manteiga de garrafa, característica da gastronomia sertaneja de raiz. E, claro, as delícias tradicionais como os caldos, pipocas e as espigas de milho não ficaram de fora.

Confira a receita de Curau Brulée do Chef Johnatan Lorenzetti

A designer de interiores Patrícia Bruggen e o Chef Johnatan Lorenzetti, os responsáveis pela Casa do Chef, elaboram juntos os cardápios para os diversos eventos. Patrícia conta que o menu da festa junina surgiu após uma pesquisa sobre a celebração. “A gente realmente não conseguiu pensar em outra data que tivesse uma relevância gastronômica e uma identidade nacional tão forte, então, voltando o olhar para isso, a gente percebeu que precisava de um pouco mais de atenção. É muito mais do que reproduzir o clichezão, é procurar saber se aquilo faz sentido para a gente, o porquê daqueles pratos estarem ali, e o porquê deles serem relevantes”, revelou.

Após a pesquisa, Patrícia e Johnatan perceberam que as festas possuem seus regionalismos particulares, e isso seria algo relevante para criar um bufê atraente. Além disso, inovações nas receitas tradicionais seriam um diferencial positivo para aqueles que desejam novidades, mas que não querem abrir mão das comidas típicas do arraial.

Outro aperitivo incorporado tardiamente às quermesses que não fica de fora dos bufês da Casa do Chef é o cachorro quente. “A gente sempre esbarrava no cachorro quente, por mais que a gente conseguisse “artesanalizar” todo o cardápio, o cachorro quente era sempre uma pedrinha no sapato, porque era muito difícil fugir do industrializado”, contou Patrícia. Para tornar esta ideia possível, procuraram alguns parceiros que oferecessem ingredientes artesanais de qualidade. O resultado foi um sanduíche com salsicha artesanal de pernil, pão de milho, molho de tomate caseiro.

A proposta não é somente impressionar pelo sabor da comida, mas também pela qualidade dos ingredientes. “A gente tem uma pegada de fazer comida de verdade, que é desindustrializar um pouco a gastronomia, voltar a cozinhar com as mãos e voltar a contar a colaboração de pequenos produtores”, destacou Patrícia. Desta maneira, a Casa do Chef resgata raízes não somente nos pratos, mas também na cozinha.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.