Botecando pelo Espinhaço: Na semana da cachaça, conhecemos um alambique especial

Dia 13 setembro é comemorado o dia nacional da cachaça. Para celebrar a data, nós fomos conhecer uma cachaçaria muito especial no Serro (MG)

Wilson Sonno e Tiago Geisler

Marvada, pinga, , branquinha, canjibrina… São incontáveis os sinônimos que a cachaça recebe pelas cinco regiões do país. O Botecando Pelo Espinhaço foi à fonte, mais precisamente à Cachaçaria Terra Vivá, no município do Serro, onde é produzida a Menina Branca, para falar sobre a cachaça, pois nesta sexta-feira (13) foi o seu dia.

Todo bom boteco tem a sua prateleira cheia delas. Entramos nesse mundo, desde o canavial até o processo de envasamento e, lógico, também tomamos uma junto com o produtor Marcelo Machado. Ele é engenheiro de profissão e um apaixonado por cachaça e boteco, e se define como engenheiro na engenharia (com 30 anos de estrada) e também no engenho (com 20 anos de experiência), fazendo cachaça com muito respeito e carinho sempre mantendo a tradição do primitivo, como o fogo direto e a levedura selvagem, associado a inovações e tecnologias.

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A Menina Branca é uma cachaça artesanal, produzida com excelência e qualidade e descansada em reservatórios de aço inox para garantir a preservação do produto in natura. O resultado é um destilado incolor e límpido, com buquê agradável e característico e sabor original.

O porodutor Marcelo Machado apresenta para o Wilson Sonno os reservatórios de Aço Inox da Cachaçaria Terra Vivá (Foto: Wilson Sonno e Tiago Geisler)

A Menina Branca é pura cana-de-açúcar orgânica, com controle rigoroso do plantio e da qualidade das plantas, que devem ser sadias e produtivas. O caldo da cana tem medição criteriosa e controle de seu teor de açúcar com água potável, para favorecer a boa fermentação.

Nas dornas de fermentação, a observação e controle da temperatura e do aroma garantem a qualidade do vinho, que segue para a destilação, onde mais uma vez misturam-se arte e ciência. O segredo dessa Menina vem do coração: a Menina Branca é puro coração de cachaça, garantido pelo fracionamento da destilação.

Outro segredo desta Menina é a produção limitada, rigorosamente controlada em todas as etapas, com a aplicação de testes específicos para cada alambicada.

Os barris carregam o resultado final da cachaça dourada (Foto: Wilson Sonno e Tiago Geisler)

Do inox para os barris de carvalho europeu, nasce a Menina Branca Dourada! E a Menina Branca Original não tem adição de cor, odor ou sabor dos compostos de madeira, permitindo ao consumidor experimentar uma orquestra de sabores e aromas originais e únicos.

Wilson Sonno e Tiago Geisler
Os amigos Wilson Sonno, proprietário do Cantoria Bar da cidade do Serro e Tiago Geisler, advogado e fotógrafo são apaixonados por botecos e apresentam suas aventuras botequeiras na coluna “Botecando pelo Espinhaço”.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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