Queijo: dono da festa divide os holofotes com outros produtos que fazem parte da tradição mineira

A primeira edição da Festa do Queijo de BH foi um sucesso. E ele, o queijo, dividiu os holofotes com outros produtos mineiros tradicionais.

A primeira edição da Festa do Queijo de BH foi um sucesso. E ele, o queijo, dividiu os holofotes com outros produtos mineiros tradicionais.

Por Isabel de Andrade*

A festa foi do queijo. Ele atraiu uma multidão para a avenida Getúlio Vargas, na Savassi, em Belo Horizonte, nesse domingo, 08 de dezembro. Um dos produtos mais tradicionais de Minas pôde ser degustado em diferentes formatos e versões. Produtores de várias regiões trouxeram a iguaria para apresentar ao público a riqueza fabricada em todo o estado durante a Festa do Queijo de BH.

E foi o queijo canastra o escolhido pelo chef Gabriel Trillo, do Restaurante Omilia, para finalizar a paella mineira. Uma fila se formou em frente ao estande dele. Todos esperavam a vez de se servir e experimentar o prato.

Uma fila se formou para experimentar a paella mineira finalizada com queijo canastra ( Foto: Isabel de Andrade)

Ainda no início da tarde, o chef partia para o preparo da sétima receita. “O mineiro gosta de carne. Se fosse de camarão e frutos do mar, eu acho que não iria fazer tanto sucesso”, brinca o chef. O queijo canastra para finalizar a paella foi incorporado à receita justamente para homenagear o dono da festa. Gabriel já repetiu a receita em festivais do queijo artesanal em outras cidades e ela sempre faz sucesso.

O chef é conhecido por valorizar os ingredientes e os produtores locais no cardápio do seu restaurante. Mas, enfatiza que faz questão de levar essa cultura para feiras, palestras, workshops e festivais internacionais dos quais participa. “A gente sempre está enaltecendo produtos que são nossos. E nada mais nosso que o queijo e as próprias receitas como o feijão tropeiro e a carne de lata. Todos são muito mineiros e devem ser valorizados o máximo possível em todos os eventos”, diz.

Chef Gabriel Trillo faz questão de valorizar os ingredientes regionais ( Foto: Isabel de Andrade)

O grande protagonista da festa não reinou sozinho. Generoso, o queijo dividiu os holofotes com outros produtos tipicamente mineiros. Flávia Ferreira e a mãe, Ludovina Ferreira, trouxeram de Delfinópolis, no sul de Minas, as delícias que produzem por lá: geleias, doces, licores e os queijos Vale Encantado e Vale da Gurita, fabricados por parceiros. Tudo o que elas fazem é colhido no pomar da propriedade rural onde vivem. “Nós temos, por exemplo, 30 pés de jabuticabas”, conta Flávia. A arte de preparar os quitutes mineiros já faz parte da tradição da família. Mas, mãe e filha decidiram transformá-la em negócio em 2017, quando criaram a empresa Lá da Serra da Canastra.

Lá da Serra da Canastra trouxe produtos fabricados em Delfinópolis ( Foto: Isabel de Andrade)

As empresárias passaram a oferecer também experiências gastronômicas para grupos de turistas que desejam vivenciar o dia a dia no campo. Elas recebem visitantes interessados em ver e participar do preparo do requeijão, em degustar um almoço tipicamente mineiro e um café colonial com direito a quitutes como pão de abóbora, rosquinhas de nata, biscoito de polvilho. Tudo é produzido na fazenda e os visitantes são recebidos com a hospitalidade do mineiro e uma boa conversa. Os interessados podem agendar as visitas com duas semanas de antecedência por meio de mensagens no Instagram ou pelo telefone (35) 98462-4327. “A gente quer oferecer ao turista mais do que a possibilidade de visitar as belas cachoeiras da região, mas o dia a dia na roça”, explica Flávia.

De Poços de Caldas, também no sul de Minas, vieram os famosos doces gigantes redondos, produzidos pela Doce da Roça. A gostosura não é o único atributo dos produtos. De longe, eles já chamam a atenção pelo tamanho. O empresário Gláucio Peron conta que a ideia de inovar no formato foi justamente para causar esse impacto nos consumidores. E deu muito certo.

O empresário Gláucio Peron entre a equipe da Doce da Roça, que fabrica os doces gigantes redondos ( Foto: Isabel de Andrade)

A Doce da Roça produz 16 sabores. O pioneiro e mais conhecido, segundo Gláucio, é o de abóbora com lascas de coco, que tem no currículo um prêmio de melhor doce de fruta do Brasil. O empresário conta que a receita é light e só tem 18% de açúcar. Entre os sabores, se destacam também o doce de leite, a goiabada e o de nata que leva uma calda de café. Esse é o lançamento mais recente da empresa e tem sido bastante apreciado, principalmente, pelos coffee lovers. “É impressionante como as pessoas gostam de café. O lançamento faz tanto sucesso que ameaça a liderança do nosso doce de abóbora”, brinca Gláucio. As pessoas gostam sim de café, de queijo, de doce, de geleia e de tantos outros produtos que ajudaram a forjar a identidade do povo mineiro.

Serviço

Restaurante Omilia

Instagram: @omiliarestaurante

Lá da Serra da Canastra

Instagram: @ladaserradacanastra

Doce da Roça

Instagram: @docedaroca

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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