Mãe e filha driblam a crise com delivery de comida vegana

Feijoada e Feijão Tropeiro veganos são vendidos por aplicativo de celular há dois meses em Belo Horizonte.

Feijoada e Feijão Tropeiro veganos são vendidos por aplicativo de celular há dois meses em Belo Horizonte.

por Luciana Hübner*

Lia Silva veio de São José do Divino para Belo Horizonte aos 15 anos, para trabalhar em casa de família e se encantou pela culinária. Ao longo de dez anos ela aprendeu o preparo de pratos tradicionais mineiros. Criativa, ela gostava de se arriscar com novos temperos. Trabalhou também como cozinheira em alguns restaurantes e acabou desenvolvendo receitas próprias que eram apreciadas também pela filha, Fernanda.

Fernanda e Lia Silva driblam a crise preparando pratos veganos. (foto: Fernanda Silva)

Hoje, Fernanda tem 23 anos e é estudante de medicina veterinária. É vegetariana desde a adolescência e, há pouco mais de um ano, também se tornou vegana. Lia sempre preparou a comida da Fernanda e conta que o novo estilo de vida da filha trouxe um desafio. “O começo foi difícil. Eu procurava alternativas para substituir a proteína animal, mas nem sempre gostava do que encontrava no mercado. Aí, vi que o meu diferencial era mesmo no tempero. Eu gosto de temperar. Vou para o mercado e compro tudo enquanto é tipo de erva, já que temperar não é só colocar sal”, afirma ela. Tanto que as pessoas que visitavam as duas sempre elogiavam. “Todo mundo que vinha aqui em casa comentava que a comida dela é muito gostosa”, conta Fernanda.

Mãe e filha criam delivery de comida vegana para driblar a crise econômica. (foto: divulgação)

Mas, a crise econômica dos últimos anos chegou também à casa delas. Com o financiamento estudantil atrasado, Fernanda teve uma ideia: pediu a mãe para preparar pratos veganos para vender e as duas passaram a participar de feiras na capital. Muitas vezes, a feira ainda estava acontecendo e elas já estavam com as panelas vazias. “Eu não botava fé, achava que ninguém ia gostar. Mas me surpreendi com os elogios. Algumas pessoas que nem são veganas experimentaram e gostaram muito do sabor”, destaca Lia.

Há dois meses, elas decidiram investir ainda mais no negócio. Começaram a vender feijão tropeiro e feijoada vegana por meio de um aplicativo para celular. No primeiro mês, venderam 30 pratos por dia. No segundo, foram 70 diariamente. “Uso linguiça de grão de bico e preparo torresmo de soja e de tofu”, afirma Lia.

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Feijoada Vegana tem linguiça de grão-de-bico e torresmo de soja. (foto: divulgação)

Mãe e filha já têm planos para o futuro: querem montar um restaurante. “A gente já percebeu que a região da Pampulha, aqui em Belo Horizonte, é carente de opções para esse público e queremos investir neste sonho”, conta Fernanda.

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Serviço:

@vegas_se

(31) 97595.7000

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Chefs e Mestres

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