Biscoito Trucinho: mais uma tradicional fornada mineira

Mais uma quitanda tradicional dos fornos de Minas Gerais, preservada pelas mestras quitandeiras do norte do estado.

Mais uma quitanda tradicional dos fornos de Minas Gerais, preservada pelas mestras quitandeiras do norte do estado.

Biscoito trucinho

Da Série: Quintais e Quitandas de Minas Gerais*

Ingredientes:

– 1 kg de farinha de trigo

– 1,5 kg de polvilho doce

– 1 kg de açúcar cristal

– 250 g de manteiga

– 250 g de banha de porco

– 2 colheres (sopa) de fermento químico em pó

– 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio

– 1 dúzia e meia de ovos

– Canela em pó a gosto

– 1 colher (chá) de sal

– Óleo para untar

Preparo:

Em uma vasilha, misturar a mar­garina, o açúcar e o polvilho. Pôr os ovos e o restante dos ingre­dientes, deixando por último o fermento. Amassar até dar ponto de enrolar. Fazer cordões com a massa e cortar em pedaços me­nores, de aproximadamente cinco centímetros. Juntar as duas pon­tas dos pedaços cortados e torcer, para modelar os biscoitinhos. Pôr em tabuleiro untado e assar em forno médio até dourar.

(foto: Beto Magalhaes/EM)

*Receita fornecida por Eliana Colen Pimenta, de Joaquim Felício para o projeto Sabores de Minas

(foto: Beto Magalhaes/EM)
(foto: Beto Magalhaes/EM)

Doce combinação da felicidade

Tem o trucinho, o quatro pacotes, o quebrador e o cinco pires. Ao lado de outros nomes já populares nas Gerais, como o de polvilho e o de nata, os biscoitinhos típicos de Joaquim Felício são obras-primas que deixam o cafezinho da tarde ainda mais especial. Em suas casas, as experientes quitandeiras enchem latas e mais latas com os tradicionais quitutes, que são distribuídos entre vizinhos e servidos às visitas, principalmente em época de festa.

A moradora Lineuza Leontina Machado é uma das que guardam na memória e nos antigos livros cada uma dessas receitas. O primeiro aprendizado lhe foi passado pela mãe, que, em um forno a lenha, assava bandejas das mais saborosas iguarias. Depois de casada, Lineuza aperfeiçoou seus dotes culinários e, desde então, viu nascer uma verdadeira paixão pela cozinha.

“Meu marido gostava de fartura. Lembro que, quando saía para comprar os ingredientes, voltava com sacos de 10 quilos de açúcar, 25 de araruta e fazia aquele monte de biscoitos, para encher as latas.” Em cada exemplar dessa abundância, uma pitada do carinho de quem a fez.

Mapa dos Territórios Gastronômicos de Minas Gerais: O município de Joaquim Felício está localizado no Território Cerrado/ Serra do Cabral

EA/TG – CERRADO/SERRA DO CABRAL

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.