Cuscuz com rapadura e queijo: jóia da história dos 300 anos de Minas Gerais

Aprenda esta receita que, assim como o fubá suado e outras com farinhas de milho, faz parte dos costumes históricos das cozinhas mineiras ao longo dos 300 anos do estado. O milho, a mandioca e a rapadura, além do queijo Minas artesanal são importantes identidades gastronômicas históricas do circuito dos diamantes. Experimente, é fácil de fazer e delicioso para acompanhar um cafezinho bem quente..

Aprenda esta receita que, assim como o fubá suado e outras com farinhas de milho, faz parte dos costumes históricos das cozinhas mineiras ao longo dos 300 anos do estado. O milho, a mandioca e a rapadura, além do queijo Minas artesanal são importantes identidades gastronômicas históricas do circuito dos diamantes. Experimente, é fácil de fazer e delicioso para acompanhar um cafezinho bem quente..

Cuscuz com rapadura e queijo

Da Série: Quintais e Quitandas de Minas Gerais*


Ingredientes:

– 1 kg de fubá de moinho d’água

– 250 g de rapadura (raspada)

– 2 xícaras (chá) de farinha de mandioca

– 1 colher (café) de sal

– Meio quilo de queijo em fatias

– Meia xícara (chá) de água

Material

– 1 Cuscuzeira média

Modo de Preparo:

Dissolver a farinha de mandioca com meia xícara de água e reservar. Em um recipiente, misturar o fubá e a rapadura. Despejar a farinha de mandioca molhada e misturar bem. Quando a mistura estiver úmida, colocá-la com as mãos (quantidade que preencha duas mãos) na cuscuzeira, fazendo uma primeira camada. Cobrir com fatias de queijo. Pôr novamente a massa e cobrir com queijo. Repetir o processo até chegar à borda da cuscuzeira, sendo que a última camada deverá ser de massa.

Em uma panela, ferver 300 ml de água. Tapar a panela com a cuscuzeira, para que o cuscuz cozinhe no vapor. Para que fique bem fechada, no encaixe entre a cuscuzeira e a panela, pôr farinha de mandioca molhada. Tapar a cuscuzeira com um prato. Deixar cozinhar por 25 minutos. Retirar da cuscuzeira e servir.

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*Receita fornecida por Maria Ângela Sales Miranda, de Diamantina para o Projeto Sabores de Minas

No ritmo do carnaval

É no carnaval que as cores diversas e alegres das casas de Diamantina ganham mais vida. A festa atrai, todos os anos, milhares de foliões do mundo inteiro. E não é de hoje que é um dos grandes trunfos no calendário local. Maria Ângela Sales Miranda, aos 84 anos, garante que nessa época não há como ficar parado na cidade. Na década de 1980, era ela quem coordenava uma escola de samba local, enquanto tocava xique-xique pelas ladeiras.

“Era uma festa para ninguém botar defeito”, diz. Hoje, ela não brinca carnaval com antigamente, mas confessa que os pezinhos ficam animados ao som da Bartucada, grupo que anima a folia de rua. E, mesmo não caindo na folia, dá um jeito de participar. É para o famoso e tradicional bloco Sapo Seco, no qual homens se vestem de mulheres, que dona Maria Ângela distribui 400 pães recheados com carne. “É tradição”, orgulha-se.

E já que festa é com ela mesma, na sua casa, um edifício antigo e imponente, a alegria é garantida quando vai à mesa o cuscuz feito com rapadura e queijo. “É uma loucura, vêm parentes e amigos e o doce acaba rápido.” Cozinheira de mão cheia, Maria Ângela aprendeu a receita com a mãe. “O segredo é deixar que o cuscuz cozinhe no vapor.” O sabor da rapadura misturada ao queijo é de deixar qualquer um de bem com a vida.

Estado de espírito que Diamantina exige e transmite.

Mapa dos Territórios Gastronômicos de Minas Gerais: O município de Diamantina está localizado no Território Espinhaço/Garimpo

EA/TG – ESPINHAÇO/GARIMPO

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.