Minas 300 anos: frango caipira com ora-pro-nobis

As história dos sabores e da religiosidade se misturaram ao longo do tempo e proporcionaram um tempero mais do que especial na imagem da gastronomia mineira nesses 300 anos de Minas Gerais

As história dos sabores e da religiosidade se misturaram ao longo do tempo e proporcionaram um tempero mais do que especial na imagem da gastronomia mineira nesses 300 anos de Minas Gerais

Frango caipira com ora-pro-nóbis

Ingredientes:

– 1 frango caipira em pedaços

– Tempero (alho e sal) a gosto

– 2 tomates picados

– 1 cebola picada

– Meio pimentão picado

– 1 tablete de caldo de galinha

– 1 colher (sopa) de colorau ou açafrão

– 2 xícaras (chá) de folhas de ora-pro-nóbis

Modo de Preparo:

Despejar água quente sobre o frango e escorrer. Retirar o excesso da pele e temperar com alho, sal e caldo de galinha. Em uma panela, aquecer o óleo e pôr o frango. Quando estiver bem dourado, pôr a cebola e o tomate e cobrir com água. Deixar cozinhar por cerca de 40 minutos, ou até que a carne fique macia. Se necessário, pôr mais água. Depois que o frango estiver cozido, pôr folhas inteiras de ora-pro-nóbis, misturar e deixar por mais cinco minutos.

*Receita fornecida por Luzimar Eustáquio Pinto do Distrito de São Gonçalo do Bação em Itabirito para o Projeto Sabores de Minas
(foto: Renato Weil/EM)
(foto: Renato Weil/EM)
(foto: Renato Weil/EM)
(foto: Renato Weil/EM)


Generosa mesa de Itabirito

A água de São Gonçalo do Bação parece mesmo ter encantos. Em nossas andanças, conhecemos mais um forasteiro que se apaixonou pelo lugar. O anfitrião da vez é Luzimar Eustáquio Pinto, cuja história com o lugarejo começou de maneira, digamos, curiosa. “Certa vez, cismei de mexer com gado. Comprei o rebanho, mas não tinha onde pôr. Comecei a procurar um lugar e descobri o Bação.” Passados 25 anos, Luzimar se estabeleceu definitivamente no distrito e passou a se dedicar a outras atividades, como criação de frango caipira e produção de queijo.

“Na roça, temos que fazer de tudo.” E haja versatilidade. Nas horas vagas, o mineiro, natural de Gonzaga, no Vale do Rio Doce, se mostra um prendado cozinheiro. Os dotes de forno e fogão foram aperfeiçoados durante o tempo em que viveu nos Estados Unidos. Lá, até queijo ele fez. “Sentia muita falta da comida daqui. No dia que consegui o coalho, fiz alguns queijos em casa. Outros mineiros que também moravam lá não acreditaram”, recorda.

A conversa é o tempero do almoço, que, da cozinha, perfuma a casa inteira.

Mapa dos Territórios Gastronômicos de Minas Gerais: O município de Itabirito está localizado no Território Central/Entorno

EA/TG – CENTRAL / ENTORNO

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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