Minas 300 anos, por chef Eloi Moreira

Nas comemorações dos 300 anos de Minas Gerais, confira a homenagem dos chefs à nossa terra.

Nas comemorações dos 300 anos de Minas Gerais, confira a homenagem dos chefs à nossa terra.

Chef Eloi Moreira faz a sua homenagem aos 300 anos de Minas Gerais ( Foto: reprodução Instagram)

Vindo de uma família do interior de minas, Almenara, cresci ao lado de um fogão, com os quitutes e preparos da minha família, e por consequência, fui criando uma memória afetiva na cozinha.

Fui criado com os ingredientes e insumos mais diversificados da gastronomia do interior de Minas: carne de sol, pequi, frango caipira, quiabo, ora-pro-nóbis, angu, couve e outros que sempre utilizo na minha cozinha.

O mineiro não vive sem cozinha. O que temos como padrão é o nosso fogão a lenha e as conversas e bate papo na cozinha, que nos deixam próximos e satisfeitos.

Portanto, a cozinha mineira me transformou e me transforma a todo momento e, por aí, vou criando e me reinventando a cada dia.

Em minha identidade está presente a cozinha mineira, é claro! São minhas raízes. E a minha identidade está no que faço, tornando autorais as minhas composições e construções de pratos.

O prato que representa Minas

Dentre vários pratos, aponto a minha coxinha de frango, a costelinha laqueada e tantos outros.

A coxinha de frango criada pelo chef Eloi Moreira carrega a identidade da culinária mineira ( Foto: reprodução Instagram)

Mas, vou destacar o filezinho suíno crocante com ovo trufado, farofinha de feijão de corda com quiabo defumado.

Prato escolhido pelo chef Eloi Moreira para celebrar os 300 anos de Minas Gerais ( Foto: divulgação)

Preparei esse prato este ano para servir em um jantar exclusivo em São Paulo, para um público especial e restrito. Reproduzi o cardápio na semana seguinte para um outro grupo a convite de um cliente muito especial, em um momento especial. Com esse menu, consegui levar Minas para São Paulo.

Mas o que tem nesse prato ? Filezinho suíno, pururuca, farofinha crocante, ovo, feijão de corda e quiabo que fiz de uma forma que o defumado remetia às grandes fazendas de Minas, ao lado do fogão a lenha.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Chefs e Mestres
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