Bolo de domingo: tradição dos fornos de Paracatu

Conheça o Bolo de Domingo. A receita é preparada com farinha de arroz e banha, e é uma das mais emblemáticas quitandas da Vila do Principe de Paracatu, cidade histórica e oitava vila do ouro de Minas Gerais, conhecida como Capital do Pão de Queijo e Paraíso das Quitandas. Confira!

Conheça o Bolo de Domingo. A receita é preparada com farinha de arroz e banha, e é uma das mais emblemáticas quitandas da Vila do Principe de Paracatu, cidade histórica e oitava vila do ouro de Minas Gerais, conhecida como Capital do Pão de Queijo e Paraíso das Quitandas. Confira!

Saiba mais sobre Paracatu o Paraíso das Quitandas

Bolo de domingo

Da Série: Quintais e Quitandas de Minas Gerais*

Ingredientes:

– 1 kg de quirela de arroz (é o farelo do arroz, que pode ser comprado em lojas de ração. Pode ainda ser substituído por 1kg de arroz comum, deixado de molho de um dia para o outro, escorrido e batido no liquidificador e usado depois de seco)

– 1 litro de água quente

– Meia colher (sopa) de sal

– 1 concha de banha ou óleo

– 450 g de açúcar cristal

– 1 tablete de fermento biológico (15 g)

– Óleo para untar

– Noz-moscada e cravo a gosto

Material

– Forminhas redondas de cerca de 10 cm de diâmetro e 7 cm de altura

Preparo:

Caso use a quirela, lavar e deixar ao sol, em uma peneira, por cerca de três horas.

Bater em um pilão e, em seguida, passar em uma peneira, para que fique bem fina e forme um fubá.

Deixar ao sol por um dia.

Pôr metade do fubá de arroz feito de quirela ou do arroz comum em uma vasilha e escaldar com metade da água.

Pôr o sal, o açúcar, a noz-moscada, o cravo, a banha, o restante do fubá de arroz e mexer.

Acrescentar o restante da água, que deve estar morna, e misturar com a colher.

Pôr o fermento e misturar.

Cobrir a vasilha e deixar descansar por duas horas, de preferência ao sol.

Untar as forminhas com óleo e despejar a massa.

Assar, de preferência em forno elétrico ou a lenha, por 40 minutos, em temperatura alta.

(foto: Jair Amaral)
Bolo de Domingo – Quitanda Histórica de Paracatu-MG – Foto: Jair Amaral

*Receita fornecida pela mestra Terezinha Batista Pimentel, de Paracatu para o Projeto Sabores de Minas

Improvisos e artimanhas

Assim como outras áreas do conhecimento, gastronomia é ramo que carece de ciência para ser executada. Disso a paracatuense Terezinha Batista Pimentel sabe bem. Aos 81 anos, esta quitandeira de mão cheia conhece todas as artimanhas para preparar receitas tradicionais, como o bolo de domingo, iguaria que carrega o gosto de outros tempos. “Naquela época a farinha de trigo não chegava aqui. Então, eles inventaram o bolo de quirela de arroz”, conta.

Outras histórias, ou causos, dão conta de que, em tempos remotos, Paracatu era um lugar de difícil acesso e, por isso, muitas das iguarias surgiram graças ao improviso das cozinheiras. “No lugar das forminhas, o bolo de domingo era assado em folha de bananeira e no lugar de fermento usavam bucho de tatu”, diz. Entre os segredos e artimanhas do bolinho, a cozinheira ensina que o mais importante é o tempo de fermentação.

Na hora de assar, outra dica é usar, se possível, o forno a lenha, para que a quitanda fique coradinha. Depois de todos os ensinamentos, só resta seguir a receita ou, até mesmo, programar uma visita a Paracatu e comprovar que a iguaria é daquelas de deixar saudade.

Mapa dos Territórios Gastronômicos de Minas Gerais: o município de Paracatu está localizado no Território Cerrado/Paracatu

EA/TG – CERRADO/PARACATU

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Receitas