Azeites e vinhos: como surgiram as novas estrelas da gastronomia mineira?

Você sabia como Minas Gerais se tornou polo de excelência na produção de vinhos e azeites?

Como se iniciou esse belo trabalho que tem levado o nome de Minas e da já consagrada gastronomia para o mundo?

Sabia também que vários azeites e vinhos mineiros tem faturado prêmios internacionais, além dos famosos queijos, das cervejas artesanais, cachaças, doces e geléias?

Azeites e Vinhos Mineiros

Por: Eduardo Avelar

Pois é amigo da cozinha,

é com muito orgulho que trazemos a você um pouco da história de sucesso desses dois produtos contemporâneos mineiros de excelência que, ao lado dos queijos, das cachaças – ícones históricos de nossa cultura gastronômica, e também da produção recente das cervejas artesanais dos quatro cantos do estado.

Ambas as histórias se iniciaram quase que simultaneamente aos primeiros passos do Projeto Sabores de Minas, que culminou no mapeamento dos Territórios Gastronômicos de Minas Gerais.

Tivemos o privilégio de acompanhar in loco as ações que alavancaram esses projetos vitoriosos, tanto em Caldas no desenvolvimento dos vinhos, quanto em Maria da Fé, quando testemunhamos a chegada do primeiro extrator de azeites vindo da Italia, e ouvimos relatos emocionados dos técnicos que, no auge de seu entusiasmo, ja anteviam o que estava por vir.

Acompanhe algumas dessas histórias dos nossos vinhos e azeites especiais.

OS VINHOS MINEIROS

No caso dos vinhos em Minas Gerais, sua produção remonta ao século passado, quando se produzia vinhos finos de mesa no sul , na região de Poços de Caldas, um território com clara influência histórica da migração italiana.

Mas foi a partir dos anos 2003, quando o professor Baldonedo Arthur Napoleão assumiu a presidência da EPAMIG – Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, que foi promovido um plano de reforma da produção de vinhos na antiga fabrica, a melhoria da produção e da qualidade das uvas e foi construído um laboratório de pesquisas da empresa na Fazenda Experimental em Caldas, o CENTRO TECNOLÓGICO EPAMIG UVA E VINHO.

Muito investimento em equipamentos, tecnologia e material humano, resultaram em poucos anos nesse sucesso de qualidade e reconhecimento dos vinhos e espumantes mineiros, colocando Minas no mapa mundial da viticultura e vinicultura.

Entre experimentos e tecnologias adotadas, as técnicas de dupla poda e poda invertida, criadas e desenvolvidas nas pesquisas da EPAMIG, proporcionaram surpresas maravilhosas, como as uvas e os vinhos produzidos no cerrado mineiro, no Alto Paranaíba, na Serra do Salitre, no noroeste, no triângulo, e no Espinhaço em Diamantina, além de outras produções que estão vindo por aí para alegria dos apreciadores da bebida dos deuses.

“Quando assumi a presidência da Epamig estava tudo abandonado há muitos anos. Fiz um plano de recuperação e reforma da fábrica, demos especial atenção e ampliação das vinícolas, construimos e montamos um excelente laboratório, criei e instalei na Fazenda Experimental de Caldas, onde está a fábrica e são feitas as pesquisas, o CENTRO TECNOLÓGICO EPAMIG UVA E VINHO e, principalmente, motivei os pesquisadores e funcionários, contratei mais profissionais, melhorei os salários, importei tonéis de carvalho da França, comprei reservatórios de aço inoxidável e outros equipamentos e, finalmente, lançamos os vinhos e os espumantes da EPAMIG através da realização de diversos eventos”, conta o Professor Baldonedo.

OS AZEITES MINEIROS

Foto Divulgação Epamig

No caso dos azeites, a história não foi muito diferente, pois a primeira extração em solo mineiro se deu em 1998, na fazenda de Maria da Fé também nas terras altas da Mantiqueira e, com o olhar técnico e visionário do Professor Baldonedo e sua equipe a produção cresceu, desenvolveu e se espalhou por várias regiões, e os lagares foram sendo instalados por todo canto e os apaixonados pela produção se multiplicaram.

Veja também: Azeite mineiro premiado teve azeitonas cultivados ao som de música clássica

Assim o professor Baldonedo conta um pouco dessa história dos azeites mineiros:

“Jamais me esquecerei da primeira visita que fiz, como presidente da Epamig, recém empossado, em 2003, a Fazenda Experimental de Maria da Fé. A Fazenda estava praticamente abandonada, fui recebido por um funcionário montado em uma velha bicicleta, que, a meu pedido, mostrou-me o que havia lá. Perguntei o que eram aqueles arbustos no meio do mato e ele me disse que eram pés de oliveira. Ele contou que eram 500 oliveiras e que não se fazia nada com elas. Voltei para BH com a cabeça cheia de planos para todas as Fazendas da Epamig. A primeira medida para Maria da Fé, foi nomear um grande Gerente para a Fazenda. Nos anos seguintes, recuperamos toda a Fazenda, apoiamos fortemente os pesquisadores, multiplicamos as oliveiras, abrimos a Fazenda à região, estimulando os produtores rurais vizinhos, criamos a Associação dos Produtores, importamos um extrator da Itália por R$250.000,00, com recursos próprios e em 2008, realizamos a PRIMEIRA EXTRAÇÃO DE AZEITE EXTRA VIRGEM DO BRASIL. Hoje, é imensa a satisfação de ver que as oliveiras da Epamig de Maria da Fé, antes abandonadas, geram azeites brasileiros que conquistam medalhas de ouro nos mais importantes concursos do mundo.”

Veja Também: Concurso em Paris confirma os azeites mineiros entre os melhores do mundo

Foto Capa: Azeites da Serra da Mantiqueira – Foto Maria Eduarda Rocha Antonio – Site EPAMIG

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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