Doce da Roça lança estratégia para adoçar a quarentena

A Doce da Roça preparou novidades para deixar a quarentena mais saborosa. Foram montados kits com opções de doces de barra e potes. A proposta é encaminhar os produtos diretamente para os clientes de todo o Brasil e valorizar o movimento que incentiva o comércio local.

A Doce da Roça preparou novidades para deixar a quarentena mais saborosa. Foram montados kits com opções de doces de barra e potes. A proposta é encaminhar os produtos diretamente para os clientes de todo o Brasil e valorizar o movimento que incentiva o comércio local.

Por Isabel de Andrade*

A Doce da Roça, que fica em Poços de Caldas, no sul de Minas, é conhecida pela produção dos doces gigantes. São peças que chegam a pesar até meia tonelada. Os doces agradam pelo sabor e atraem também pela grandiosidade. São encontrados, principalmente, em empórios, lojas de mercados centrais, padarias, grandes redes de supermercados. Mas, diante da crise provocada pela pandemia do coronavírus, o proprietário da marca, Gláucio Peron, se viu obrigado a parar a produção dos doces gigantes e investir em outra estratégia. E, como um bom otimista que é, Gláucio não só encontrou uma saída para a Doce da Roça, como trouxe consigo vários produtores rurais que também sofrem os impactos econômicos provocados pela covid-19.

O que a Doce da Roça fez para enfrentar o momento difícil foi abrir um canal de vendas direto com o consumidor. Para viabilizar a negociação, o doce precisou encolher. Como diz o próprio produtor, o gigante virou filhotinho. São preparados kits com quatro barras de doces de 200 gramas cada um.

Gláucio Peron com o kit composto por quatro barras de doces que pode ser comprado via WhatsApp e é encaminhado direto ao cliente ( Foto: reprodução Instagram)

Os kits são montados com quatro sabores: abóbora com lascas de coco, nata cremosa com calda de café, pingo de leite com amendoim, cocada ao leite com ameixa. O kit com as quatro barras sai por R$ 85. Ele é encaminhado via Correios e, de brinde, o cliente recebe várias trouxinhas com outros tipos de doces embalados no tecido chita, tipo uma bala. Segundo Gláucio, a novidade é uma forma de adoçar a quarentena. O kit também é uma ótima opção de presente para quem vai fazer aniversário neste período e, como ainda não pode ser abraçado, vai receber em casa um carinho em forma de doce.

Doces em barra são montados em kits enviados diretamente para o consumidor ( Foto: reprodução Instagram)

Além dos kits, a Doce da Roça tem no cardápio a goiabada cascão de colher e o doce de leite. O pote de 420 gramas custa R$ 35. Já o de 680 gramas sai por R$ 50. O pedido é feito via WhatsApp mediante depósito bancário e encaminhado direto ao cliente. O número é (35) 99962-0044. Gláucio avisa que, em breve, vai disponibilizar a venda por cartão de crédito.

Com a estratégia de vender os doces diretamente para o consumidor, veio o desejo de ajudar os pequenos produtores rurais que fornecem a matéria-prima. Ao comprar leite, abóbora, figo, goiaba e amendoim dos vizinhos, Gláucio colabora para que eles encontrem uma forma de escoar a produção e minimizar o impacto econômico. O proprietário explica que, ao transformar os insumos, evita que sejam desperdiçados. O leite é usado, por exemplo, em doces de leite, nata e cocada cremosa. As frutas viram compotas. A validade do doce de pote é de um ano. Já o doce de barra pode ser consumido em até seis meses. Assim, é possível fazer estoque e aproveitar toda a produção.

A saída encontrada pela Doce da Roça vai ao encontro do movimento de valorização do pequeno produtor, do comércio local. Gláucio Peron batizou a campanha de “Ajude o pequeno produtor rural”. E ele está bastante esperançoso. “Estou vendo com bons olhos. É desafiador. A gente tem que ser rápido. Mas, de repente, de uma crise surge uma oportunidade. Nem tudo está perdido”, enfatiza.

Valorizar as origens

Gláucio Peron fabrica doces gigantes que podem pesar até 500 quilos ( Foto: reprodução Instagram)

Criado na roça e filho de funcionário da Emater, Gláucio sempre escutou do pai que “o homem tem que honrar as suas origens”. Nesse conselho, sempre esteve presente a missão de criar condições para que o homem do campo pudesse viver no campo, mas com dignidade. O menino cresceu envolto nessa reflexão. Deu muitas voltas pelo mundo e acabou retornando para as suas próprias raízes. Ele reproduz na propriedade o doce do mesmo jeitinho que era preparado pela avó e pela mãe no passado.

Grupos de turistas visitam o sítio e acompanham todo o processo de produção dos doces ( Foto: reprodução Instagram)

Hoje, um dos projetos que ele desenvolve é a visita guiada no sítio em Poços de Caldas. Gláucio costuma receber grupos de 10 turistas que conhecem todo o sistema de fabricação dos doces. A experiência começa no pomar. Em seguida, os visitantes ajudam a preparar o doce no tacho de cobre com colher de pau e embalar tudo em folha de bananeira. A vivência termina com um delicioso almoço no sítio.

Uma das experiências da visitação ao sítio é acompanhar o doce sendo embalado na folha de bananeira ( Foto: reprodução Instagram)

Outra experiência que Gláucio pretende implantar em breve é o projeto “Adote uma árvore frutífera”. A ideia, segundo ele, é que os visitantes plantem e acompanhem todo o crescimento de uma árvore. Quando chegar a hora da colheita, o “padrinho” vai ser avisado para retornar ao sítio e se fartar com a fruta direto no pé. “A ideia é que as pessoas criem um vínculo e sejam uma espécie de guardiãs da árvore que plantaram”, explica.

Serviço:

Contato: (35) 99962-0044

Instagram: @docedaroca

Facebook: Doce da Roça

Fique de olho na enquete que será lançada nos próximos dias no perfil da Doce da Roça no Instagram. Será publicada uma foto de uma abóbora gigante. Quem acertar o peso vai receber em casa um kit com os cinco doces.

*Isabel de Andrade é Jornalista e colaboradora do Territórios Gastronômicos

Mapa dos Territórios Gastronômicos – O município de Poços de Caldas-MG fica no Território Gastronômico Mantiqueira/Sul Sudoeste

EA/TG- MANTIQUEIRA/SUL SUDOESTE

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.