O rei da coxinha

Na semana em que se comemora o Dia Nacional da Coxinha, conheça o chef mineiro que criou um conceito sofisticado para um salgado tão popular.

Na semana em que se comemora o Dia Nacional da Coxinha, conheça o chef mineiro que criou um conceito sofisticado para um salgado tão popular.

Por Isabel de Andrade*

O rei da coxinha tem nome e sobrenome: Eloi Moreira. O chef mineiro é o criador da marca Coxinha da Realeza. Ele é o responsável por desenvolver um conceito que deu uma nova roupagem ao salgado. E, na semana em que se comemora o Dia da Coxinha, nada melhor do que conhecer a trajetória de Eloi.

O chef mineiro Eloi Moreira criou um conceito sofisticado para a tradicional coxinha ( Foto: reprodução Instagram)

As coxinhas do chef ganham recheios diversificados: gorgonzola, costelinha com mandioca, goiabada com queijo, frango com requeijão, pequi com baru e requeijão de raspa, carne seca, cogumelos … E, com tanta criatividade e talento, ele imprimiu uma alta dose de sofisticação a um salgado tão popular.

No mercado de gastronomia há 15 anos, chef Eloi trabalhou em vários buffets durante esse período. Notou que os proprietários não davam importância a salgados simples. “Eles queriam criar, criar e criar para impressionar os clientes”, lembra. O chef caminhou na contramão desse raciocínio. Jurou que quando abrisse seu próprio negócio, faria diferente.

Essa hora chegou. Há oito anos, com a inauguração do Bistrô, Eloi decidiu que iria valorizar a coxinha, um salgado tão esquecido. “A pessoa ama, mas tem vergonha de falar”, diz. Ele pesquisou, testou, usou os conhecimentos que adquiriu com salgadeiras com quem já trabalhou e chegou à receita perfeita.

Quando desenvolveu o produto, Eloi fez questão de trabalhar com ingredientes mineiros como o frango caipira, o requ

eijão e o ossinho de frango. Sim. O ossinho é usado para finalizar o salgado. A ideia foi do sócio do chef, Alisson Nogueira Braz. A massa da coxinha de carne seca é feita com mandioca e creme de pequi, uma inovação que impressiona pelo equilíbrio de sabores. Tem também o recheio de costelinha com abóbora.

A série Raízes Mineiras foi um grande sucesso entre os clientes. O trio de coxinhas representava a base da cozinha mineira: frango caipira, costelinha e castanha de baru com requeijão de raspa. E para acompanhar, o chef prepara vários tipos de molhos. Entre eles, chutney de manga, tangerina, geleia de pimenta.

Com a Coxinha da Realeza, o chef criou uma marca, um conceito. É claro que os clientes frequentavam o Bistrô para saborear pratos da alta gastronomia como carré, filé ou bacalhau, mas a maior atração eram elas.

A Coxinha da Realeza ganhou ainda mais visibilidade depois de ser elogiada pela famosa influenciadora digital Thássia Naves. Hoje, as noivas fazem questão do salgado na festa de casamento. Em eventos conceituados de moda, lá está ela.

A coxinha do chef Eloi reina absoluta em festas e eventos sofisticados ( Foto: reprodução Instagram)

A coisa ficou tão sofisticada que a coxinha ganhou uma estrutura que a transforma na grande protagonista de aniversários, bodas, festas de 15 anos e formaturas. É uma carruagem que funciona como estufa e tem capacidade para 150 salgados. Além dela, há também os garçons da Realeza que servem os convidados. O serviço é oferecido para eventos que podem reunir de 15 a 1.000 pessoas. “A Coxinha da Realeza veio para dar uma reafirmada em um salgado que todo mundo ama”, diz Eloi.

A carruagem das coxinhas se tornou uma atração em festas e eventos ( Foto: reprodução Instagram)

Quem inventou a coxinha?

Há varias explicações sobre o surgimento da coxinha. Uma delas é que o salgado teria origem na França no início do século XIX. Há também quem acredite que ele surgiu no Brasil. Uma das teorias é que por volta de 1920, vendedores ambulantes de porta de fábricas em São Paulo substituíram a tradicional coxa de galinha pelo salgado envolvido com massa de batata e recheado com frango desfiado. Um terceira explicação é que o quitute teria sido inventado em Limeira, no interior de São Paulo, por uma cozinheira da realeza para satisfazer a vontade de um dos filhos da princesa Isabel, já que não havia coxa de galinha o suficiente para servir ao menino.

Comemoração: a coxinha ganhou um dia só para ela ( Foto: reprodução Instagram)

Sem saber ao certo como a coxinha teria surgido, fato é que ela conquistou o brasileiro. É servida em lanchonetes, festas e até em eventos sofisticados como os do chef Eloi Moreira. O salgado é praticamente uma unanimidade, tanto que ganhou uma data, 18 de maio, Dia Nacional da Coxinha.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Chefs e Mestres