Pirarucu com farofa de coco e creme de mandioca: harmonizando com cerveja

Acompanhe a receita de Pirarucu do chef Juliano Caldeira e sua proposta de harmonização com cerveja artesanal.

Acompanhe a receita de Pirarucu do chef Juliano Caldeira e sua proposta de harmonização com cerveja artesanal.

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Filé de Pirarucu, farofa coco e creme de mandioca

Por: Juliano Caldeira*

Ingredientes:

  • 200 gr Filé de pirarucu
  • Sal e pimenta a gosto
  • Suco de ½ limão
  • 2 colheres (sopa) óleo de coco

Modo de preparo:

Tempere o peixe com limão, sal e pimenta. Numa panela quente, sele o peixe dos dois lados por 3 minutos.

Ingredientes Farofa de coco:

  • 500 gr cebolas picadas (pedaços grandes)
  • 4 colheres (sopa) óleo
  • 2 colheres (sopa) manteiga
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • 200 gr Farinha Panko
  • 50 gr coco ralado sem açucar

Modo de preparo:

Corte as cebolas e leve numa panela quente (grossa) com o óleo e manteiga, tempere com sal e pimenta e deixe em fogo baixo por 40 minutos, vá mexendo sempre para não queimar e ajudar a caramelizar.

Depois da cebola bem caramelizada, acrescente o coco ralado, farinha panko, deixe por 10 minutos em fogo baixo e mexendo sempre, tempere no final.

Ingredientes creme de mandioca

  • 300 gr mandioca
  • 300 ml água
  • Sal e noz moscada a gosto
  • 30 gr manteiga
  • 50 ml leite

Modo de preparo:

Temperar a mandioca com sal e cozinhar por 35 minutos. Retirar e bate no liquidificador ou amassar com um garfo.  Numa panela adicionar a manteiga, leite e mandioca batida um pouco da água do cozimento e misturar bem até formar um creme espesso. Temperar com sal e noz moscada.

Harmonizando:

A dica de estilo da Cerveja de hoje é a Catharina Sour, o primeiro estilo brasileiro de cerveja a integrar o Beer Judge Certification Program (BJPC). O estilo, idealizado e produzido por cervejarias de Santa Catarina, foi incluído como um dos estilos provisórios no guia de juízes e pode agora ser oficialmente incluída em concursos internacionais.

Ela é feita com trigo, porém é leve e refrescante, tendo perfil ácido. As Catharinas Sours teriam álcool sutilmente mais alto e aproveitam essa base para acrescentar diversas frutas diferentes na receita. Há diversas versões no mercado feitas com maracujá, pêssego, uva, cupuaçu e amora. Uma cerveja leve e refrescante, com baixo amargor e uma acidez lática equilibrada pela adição de frutas frescas. O corpo leve, teor moderado de álcool (de 4,5% a 5,5%) e boa carbonatação permitem que o sabor e aroma de fruta sejam o principal foco da cerveja.

Harmonização:

Uma cerveja com uma acidez bem equilibrada e bem frutada devido ao uso de maltes de trigo, combina muito bem com nosso peixe, completando a acidez do prato.

A dica de hoje é a Cerveja Abaporu Sour da Cervejaria Verace, produzida em colaboração com o Canal Beer School para o Projeto Beer School Labs, é uma nova versão do estilo berliner, da escola alemã. A adição de frutas dá origem a um novo estilo moderno e totalmente brasileiro: a Fruit Berliner. Na melhor forma de um Movimento Antropofágico Cervejeiro!

Um baixo teor alcoólico e muita refrescância é o que se pode esperar da Abaporu Sour. A doçura da goiaba e o sabor cítrico da cajá-manga garantem sabor e leveza marcantes. Uma sour jovem, acidificada com lactobacilus, é uma cerveja mineira para iniciados e paladares mais ousados.  

chef Juliano Caldeira: Belo Horizonte – MG

*Juliano Caldeira é chef de cozinha, especialista em cervejas artesanais e colaborador do Territórios Gastronômicos

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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