Acelbra-MG comemora Dia Internacional do Celíaco em BH

Maio Verde é o mês da conscientização sobre a doença celíaca

A Associação dos Celíacos de Minas Gerais (Acelbra-MG) promoveu neste domingo (19) um evento comemorativo do Dia Mundial do Celíaco, que ocorre, oficialmente, nesta segunda-feira (20). O encontro ocorreu no Parque Municipal de Belo Horizonte e foi marcado pela presença de profissionais de saúde do campo da nutrição e pela prestação de serviço à população, que pôde conferir a pressão arterial, peso e índice de massa corpórea (IMC).

Seu principal objetivo foi propagar informações a respeito da doença celíaca, uma doença autoimune que causa diversas reações prejudiciais à saúde quando o paciente tem contato com o glúten, que é uma proteína presente em alguns cereais, como trigo, centeio e cevada. Muitas pessoas não possuem nenhum tipo de instrução a respeito do assunto, e algumas podem até ser celíacas – e não saber.

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O evento exaltou a gastronomia através da inclusão alimentar. Foram distribuídas cartilhas com informações sobre higienização correta de alimentos e onde encontrar produtores e comerciantes de comida orgânica. A nutricionista Lívia Maciel, 26, estava presente no encontro. Ela apresentou uma lista de alimentos que podem ser incluídos na dieta celíaca e destacou a importância do resgate da culinária regional tradicional para um bom equilíbrio alimentar.


(Foto: Juliana Calado)

“Na raiz da gastronomia mineira, o glúten não é um problema. O problema para o celíaco (…) foi a industrialização e a modernização: aí tem o tempero pronto (contém glúten), colocar o trigo para engrossar (a farinha é comumente usada para engrossar o caldo dos alimentos), mas a raiz (da gastronomia) em si não é um problema”, comentou Lívia.

A presidente da Acelbra-MG, Ângela Diniz, ficou satisfeita com o resultado do evento. Há alguns anos, encontros como este dificilmente poderiam ser realizados. Mas o que antes era uma doença rara, hoje é questão de saúde pública: “uma conquista foi a aceitação um pouco maior da dieta isenta de glúten. Ela está sendo mais respeitada, pois (a população) sabe que está lidando com uma doença”, disse Ângela.

Uma das lutas da Acelbra é para que haja uma disponibilidade maior de alimentos sem glúten no mercado a preços mais acessíveis, como pães, bolos e biscoitos, mas o objetivo principal é a conscientização sobre a importância do consumo de “comida de verdade” na dieta do celíaco. De acordo com a nutricionista Dra. Lana Claudinez dos Santos, os alimentos industrializados podem prejudicar até a saúde de pessoas que não são celíacas. “A gente incentiva o consumo de alimentos naturais (frutas, ovos, legumes, hortaliças), preferencialmente o consumo moderado de alimentos processados (carne, leite e derivados) e evitando os alimentos ultra processados (biscoitos, congelados, embutidos, alimentos em conserva).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.