Comer bem sem glúten

Mãe aprendeu a fazer comida sem glúten para atender filha celíaca.

Por Augusto Albertini

Em diversos momentos do cotidiano, as situações difíceis inspiram a superação, e na cozinha não é diferente. Uma dessas histórias é a de Regina Coeli de Miranda. Ela mora em Belo Horizonte e é formada em Administração, mas foi cozinhando que ela desenvolveu habilidades capazes de encantar paladares e promover inclusão entre aqueles que não podem comer de tudo.

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Há cerca de quatro anos, a filha de Regina foi diagnosticada com doença celíaca, uma condição autoimune que impossibilita as pessoas de consumirem o glúten, uma proteína presente no trigo, centeio, malte e em seus derivados. A mãe logo percebeu a dificuldade que a jovem tinha em frequentar lugares que não ofereciam uma comida adequada para o seu consumo e como ela passava mal quando ingeria esses alimentos. “Ela perdeu muito peso e tinha muitos problemas gástricos”, conta Regina. E complementa “Reaprendi a cozinhar para que minha filha pudesse comer”.

No entanto, a dificuldade serviu como inspiração para Regina cozinhar. O amor com que os pratos eram feitos agradou não somente a filha dela, mas também as amigas com quem a jovem dividia todas as delícias que a mãe fazia.

Da necessidade ao negócio.

O sucesso das comidinhas fez com que surgisse a ideia de um comércio de alimentos sem glúten em Belo Horizonte. Esta vontade ganhou maiores proporções e não demorou para que Regina decidisse criar a própria marca, a “Comer Bem Sem Glúten”. De acordo com a proprietária, o nome é uma forma de dizer que a comida sem glúten não é somente saborosa, mas também saudável.

Atualmente, a Comer Bem Sem Glúten é um dos poucos comércios de Belo Horizonte voltado para o segmento da inclusão de pessoas celíacas e o acolhimento por parte do público é muito positivo, de acordo com Regina. Os principais produtos vendidos são as pizzas, bolos e tortas salgadas, mas a principal atração são as empadinhas. Outros destaques do cardápio são os docinhos e pães. Algumas opções também são encontradas na versão sem lactose.

A procura pelos produtos é alta. Regina já ofereceu seus produtos nas três edições do piquenique sem glúten e já expôs em feiras, e estará na próxima Feira Aproxima. Todo o sucesso que ela conquistou é algo que sempre esteve além das expectativas dela, afinal, este é o resultado de uma comida feita com o amor de uma mãe.

Augusto Albertini

Jornalista e colaborador do Territórios Gastronômicos

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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